Consultas pediátricas de rotina

Após a saída da maternidade, a primeira consulta com o pediatra deverá ser feita entre o 5º e 15º dia do bebê. Se surgirem dúvidas, o médico pode ser consultado antes. Em seguida, o Ministério da Saúde preconiza que sejam realizadas ao menos oito consultas ao longo dos primeiros dois anos de vida:

Consultas: 1 mês; 2 meses; 4 meses; 6 meses; 9 meses; 12 meses; 18 meses; 24 meses.

No entanto, a Sociedade Brasileira de Pediatria vai além e considera necessário fazer uma consulta por mês nos primeiros seis meses. Portanto, de acordo com a SBP, o calendário seria o seguinte:

Consultas: Primeira consulta entre o 5º e 15º dia; Consultas mensais até o 6º mês; 9 meses; 12 meses; 18 meses; 24 meses.

Por que o bebê precisa ir tanto ao pediatra?
Os dois primeiros anos de vida compõem parte dos chamados “1.000 dias”, período conhecido como “janela de oportunidades”.
Nesses “1.000 dias” a criança tem um intenso crescimento e desenvolvimento e o seu acompanhamento é fundamental para a manutenção da sua saúde a longo prazo.

Outro aspecto importante desse período é o desenvolvimento neurológico, que precisa ser observado de perto.

A criança vai fazer praticamente todas as conexões necessárias até seus dois anos de vida e aquilo que não foi estimulado, ou seja, as conexões que não fizerem sentindo serão como que desmanchadas, e a criança terá praticamente a mesma estrutura neurológica até a vida adulta.

Tanto é que o perímetro cefálico da criança cresce em média dois cm/mês nos primeiros 3 meses de vida, 1 cm/mês no segundo trimestre de vida, ½ cm dos 6 meses a um ano e depois disso apenas 1 cm a cada 3 ou 4 meses. A partir dos dois anos até a vida adulta, vai crescer apenas mais alguns centímetros.

Por isso a importância de aferir o perímetro cefálico e do acompanhamento do peso, já que a nutrição é um fator diferencial para esse desenvolvimento.

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